Existem algumas teorias para explicar esse gosto pelo visual antiquado. Ele pode tornar tecnologias desafiadoras mais familiares. Para um aficcionado, um telefone antigo que se conecta a um celular tem um sabor irônico. Existe também um senso de permanência para produtos vistos como descartáveis. Outros ainda são considerados arte.
Um exemplo desse fenômeno é a máquina de escrever transformada em teclado de computador. Jack Zylkin, da Filadélfia, criou uma para visitantes do Hive76, um clube de amantes da eletrônica em sua cidade.
- Achei que seria uma brincadeira. Não imaginei que houvesse tanta demanda para ela - espanta-se Zylkin, que hoje vende várias unidades, com uma fila de espera de duas a três semanas. Ele trabalha com máquinas recondicionadas por um vendedor aposentado da Remington. Acrescenta a elas um sensor que reconhece quando uma tecla é pressionada e conecta tudo ao computador por uma porta USB. Não é preciso pressionar a tecla até o fim para o computador reconhecer, mas se você quiser, pode digitar como antigamente e fazer uma cópia em papel enquanto salva o texto digitalmente.
O teclado vintage custa entre US$ 600 e US$ 900 no site Etsy.com, mas sai por US$ 400 se você fornecer a sua própria máquina de escrever. Quem sabe mexer com uma solda pode comprar o kit faça-você-mesmo por US$ 70.
Uma variação desse tema pode ser encontrada no redesenho dos antigos telefones Western Electric Bell. Considere o avanço desse produto. Hoje os fones são minúsculos em comparação com o aparato que era preciso colocar sobre o ouvido, além do microfone enorme, para se ter conversas telefônicas privadas. Os caras do ThinkGeek adicionaram Bluetooth, permitindo que o telefone antigo possa ser conectado a um celular. Por US$ 25, é possível enviar e receber chamadas a uma distância de nove metros.
A Crosley Radio tem renovado produtos antigos desde o início dos anos 80, quando um grupo de investidores comprou uma marca falida de rádios e começou a fazer réplicas. Entre elas, uma jukebox Wurlitzer que toca CDs e iPods.
- O que realmente vende como água são as vitrolas - diz James P. LeMastus, presidente da Crosley.
O maior hit da empresa é a vitrola portátil Crosley AV Room, com conexão USB. Por US$ 160 ela vem com alto-falantes e um amplificador embutidos e a conexão USB pode ser usada para transformar as canções dos antigos discos de vinil em arquivos de mp3. A Crosley fabrica cerca de 25 tipos de vitrolas, algumas com docks para iPods, CDs e fitas-cassete. Elas podem ser encontradas em lojas físicas nos EUA e na internet.
O Yeti, da Blue Microphones, pode parecer vindo da era de ouro do rádio, mas é o primeiro microfone com certificado THX, o que significa que ele reproduz sons com alta fidelidade. Ele tem uma aparência que remete aos anos 50, mas traz três minimicrofones embutidos que podem capturar o som que sai a frente dele, em estéreo ou de toda a sala.
O Yeti funciona com PC ou Mac e não exige nenhum software especial, apesar de existir um programa gratuito para ele na loja virtual iTunes. Ele custa US$ 150 e é ótimo para gravar a demo da sua banda, além de ser popular com podcasters e usuários de VoiP.

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